LIVRO - SER BOM NÃO É SER BONZINHO. CLÁUDIO THEBAS.
LIVRO - SER BOM NÃO É SER BONZINHO. CLÁUDIO THEBAS.
Ser bom não é ser
bonzinho. Como a comunicação não violenta e a arte do palhaço podem te ajudar a
identificar e expressar as suas necessidades de maneira clara e autentica – e
evitar julgamentos, como o deste título. O exemplar utiliza as métricas da comunicação
não violenta (comunicação não violenta é um processo de pesquisa contínua
desenvolvido por Marshall Bertram Rosenberg “1934-2015” e uma equipe
internacional de colegas, que apoia o estabelecimento de relações de parceria e
cooperação, em que predomina comunicação eficaz e com empatia).
O autor é também
co-autor do best-seller O palhaço e o Psicanalista, mas nesse exemplar ele
apresenta métodos para enfrentarmos as inquietações e também, o uso da
comunicação não violenta, ser pacifico não é ser passivo, reagir não é necessariamente
revidar, sinceridade não é fraqueza, compaixão não é complacência, compreender
não é concordar, responsabilidade não é culpa, comunicações alienantes da vida,
o julgamento do julgamento, arriscar é preciso, o jogo do lobo, liderança e
educação sem exigências, escuta lucida, coragem da vulnerabilidade, presença
aqui e agora e de dentro pra fora, encare a construção da paz como uma arte ou
uma brincadeira e as palavras condensam universos são alguns dos ensinamentos
que são apresentados no manuscrito.
Faz uma
exemplificação sobre as inquietações, contando a história em que uma mulher
pede a Gandhi que ele aconselhe seu filho pequeno a não comer mais açúcar.
Surpreso com o pedido, ele pensa uns instantes e pede que ele retorne com a
criança dali a duas semanas. Passado esse período, batem na sua porta e lá está
a mulher com a criança. Gandhi então se abaixa, olha o menininho nos olhos e
diz: “filho, não devia continuar comendo açúcar. Faz muito mal para saúde, está
bem? A mãe não se conformando com aquilo. “Por que nove nos fez esperar duas
semanas para das o conselho?” E ele responde: “Porque duas semanas atrás eu
ainda comia açúcar”.
Com relação a
narrativa descrita, atrás da muralha tem uma pessoa com medo, o autor explica
sobre os métodos de treinamentos de batalhas de guerras como o exemplo da
Guerra do Vietnã, durante o treinamento para a Guerra, os jovens soldados
americanos chamavam os bonecos nos quais enfiavam suas baionetas de gooks,
dinks ou slopes, nomes pejorativos que os associavam a animais, esses métodos
já haviam sido usados em outras batalhas como na Guatemala, Coreia e Segunda
Guerra Mundial contra os japoneses. Jhon Musgrave, ex-combatente americano do
Vietnã do Sul, conta que matou apenas uma ser humano durante a guerra e
completa, Gooks não eram pessoas. Eu não estaria matando ninguém. É isso que
ensina ao jovem soldado: a transformar o sujeito em objeto.
Explica que, ser
pacifico não é ser passivo, assim parafraseia Eduardo Galeano, “em um mundo que
prefere segurança à justiça, há cada vez mais gente que aplaude o sacrifício da
justiça no altar da segurança”. Sobre compreender não é concordar, assevera
que, compreender tem a ver com a essência, com a necessidade profunda da
pessoa. Concordar já se refere à estratégia que ela utiliza para atender a sua
necessidade. Sobre ser bom não é ser bonzinho, denota que, ninguém é bom,
bonzinho, criador ou criatura. Somos muito mais complexos, indefiníveis,
inqualificáveis, intraduzíveis e, por tudo isso, interessantes demais para
sermos acondicionados em caixas ou catálogos.
Com base nas
comunicações alienantes da vida, temos os julgamentos moralizadores, explica
que passamos boa parte das nossas vidas frequentando um lugarzinho bastante
conhecido: as terríveis, porém convidativas, pequenas confrarias de maldizer,
com o lema, falem mal, mas não falem de mim, possui filiais espalhadas no
escritório, na família, nos grupos de WhatasApp. Ah... nada como passar algum
tempo com os amigos entre críticas e petiscos! Enumera também os quatro tempos
da comunicação não violeta (observação, sentimentos, necessidades e pedidos).
Valida cobre pedir com clareza e entender que o outro pode dizer uma palavrinha
chata: não, pois temos muita facilidade para expressar o que não queremos, mas
o contrário é bem complicado. Dizer claramente o que necessitamos requer
autorresponsabilidade pelo que sentimos e o que precisamos.
Corrobora que as duas
partes da comunicação não violenta segundo Marshall Rosenberg, são a primeira é
expressar-se de acordo com quatro componentes essenciais (observar sem avaliar,
expressar seus sentimentos, reconhecer e expressar suas necessidades
distinguindo-as das estratégias, e, finalmente, fazer um pedido claro e
objetivo). Abona que a comunicação não violenta é, antes, um percurso de escuta
de si mesmo. E, mesmo quando oferecemos empaticamente a nossa escuta ao outro,
a CNV ainda assim continua sendo um processo de escuta de si, pois escutar o
outro é criar espaço para que ele se escute também.
Sobre a breve
introdução à escuta lúcida, aplica o que Albert Einstein dizia “brincar é a forma
mais elevada de fazer pesquisa”, ou seja, brincar nos permite viver no campo
simbólico experiências riquíssimas para a vida real. Sobre a mágica, denota que
o convite que participou em uma apresentação como palhaço, foi justamente no
sentido de criar um campo afetivo para que, a partir disso, as lideranças
locais conseguissem conversar mais desarmadamente sobre os seus conflitos. Alerta
que em uma sociedade que valoriza a competição e os super-heróis, é preciso ter
coragem para nos assumirmos imperfeitos. A construção dessa coragem passa por
aceitarmos um fato incomodo e incontestável: somos essencialmente perdedores.
A despeito dos
escudos da superexposição: holofotes, demonstra que uns fazem gracinhas e
piadas o tempo todo. Outros topam tudo instantaneamente, mas não se entregam de
verdade. E há os que já chegam escancarando seus medos mais secretos e
sofrimentos mais doídos, sem que ninguém ainda esteja preparado para isso. Valida
a história do liquidificador abandonado pelo pai (ou: sobre a coragem da
vulnerabilidade) no qual o processo fez entender que a Maria pequena já foi
suficientemente abandonada para que a Maria grande faça o mesmo com ela,
tratando de um desbloqueio de traumas da infância de uma moça que enfrentava
esse passado que a travava em tudo que fazia em sua vida.
Sobre a temática, do
conflito se escala para baixo, o autor diz que Friedrich Glasl, economista,
consultor e mediador de conflitos, sistematizou que o que ele denomina como os
Nove Degraus do Agravamento do Conflito e como eles podem levar a relação do
prato na pia até o abismo. No filme A Guerra dos Roses de 1990, escrito por
Warren Adler e dirigido por Danny DeVito, o casal protagonizado por Michael
Douglas e Kathleen Turner mostra perfeitamente esse processo de escalada dos
Conflitos. Depois de 18 anos juntos decidiram se separar, disputando a luxuosa
mansão onde moravam.
No que se refere a
encarrar a construção da paz como uma arte ou uma brincadeira, sobre o papel central
das relações: a teia, procede algumas perguntas, com as histórias pessoais
partilhadas, todos se emocionam pois encontram parte de si nas histórias dos
outros, interdependemos porque, essencialmente, intersomos e pertencemos ao
mesmo fluxo das coisas boas que a vida nos dá, com base na Pedagogia da
Cooperação, modulo Princípios da Coexistências, Liz Diskin, fez reflexões de
maneira poética, concreta e impactante, dando inicio a pergunta: quantos litros
de água uma pessoa bebe por dia? Você já pensou quantos rios você vai beber
durante a sua vida? Quanto de água tem de brotar da fonte, o quanto tem de
fazer sol, que evapora a água, que vai virar chuva, que alimenta o rio que você
bebê? Quantos tomates, alfaces, cenouras você já comeu na vida?
Portanto a leitura do
exemplar é recomendada, onde verá que o autor Cláudio Thebas aplica sua
experiência como palhaço, professor de Escuta e de palhaços de hospital, com resquícios
da comunicação não violenta e nos oferece caminhos para que sejamos capazes de
identificar, acolher e enfrentar os medos e barreiras de comunicação que nos
impedem de sermos autênticos e sinceros como gostaríamos. Apresentando também
como podemos meditar sobre pequenas diferenças e a elaborar a força decisiva do
modo de criar estado, mundo e universos de palavras, assim é satisfatória a
leitura do manuscrito.
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Ferreira Avelar Advocacia (Iporá-GO. Israelândia-GO). Consultoria e Assessoria Jurídica!
Créditos
das Imagens e algumas informações do texto.
Livro - Ser Bom Não É
Ser Bonzinho. Cláudio Thebas.
Publicação no
Instagram:
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Publicação Blog:
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